November 14, 2025
O plástico ABS sofre envelhecimento em ambientes naturais devido a uma combinação de fatores interagentes, sendo o oxigênio o principal culpado. Embora tanto a luz quanto o calor acelerem significativamente este processo de degradação, o efeito da luz ultravioleta (UV) é particularmente potente. Um sinal comum e visível deste envelhecimento é o amarelamento. O mecanismo químico por trás deste amarelamento envolve as duplas ligações isoladas na fase de polibutadieno da estrutura ABS. Essas duplas ligações reagem com o oxigênio para formar hidroperóxidos, que subsequentemente desencadeiam a degradação da fase adjacente de Estireno-Acrilonitrila (SAN). Essa cadeia de reações leva à formação de grupos cromóforos, como carbonilas, dentro das cadeias poliméricas, que absorvem luz e causam a aparência amarela. A energia da luz é inversamente proporcional ao seu comprimento de onda, o que significa que a luz UV de comprimento de onda mais curto carrega a maior energia. Ao comparar essa energia com a energia de dissociação das ligações químicas comuns em polímeros, fica claro que a radiação UV possui energia suficiente para quebrar essas ligações, causando diretamente o envelhecimento e a degradação do material polimérico. Em resumo, o oxigênio ambiental inicia a degradação química primária do ABS, enquanto a luz UV e o calor atuam como aceleradores poderosos nesse processo.